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A Cateno reforça seus canais digitais para a revolução do Pix

Preparando-se para a chegada da nova ferramenta de pagamento instantâneo, a CATENO investe em soluções digitais para aumentar sua eficiência

Postado dia 18/11/2020 por CAROLINE MARINO
A Cateno reforça seus canais digitais para a revolução do Pix

Fabio Pacini, diretor de finanças da Cateno: transformação digital para buscar novos mercados / Foto: Leandro Fonseca

A Cateno, empresa de soluções de meios de pagamento, resultado de uma sociedade entre o Banco do Brasil e a credenciadora de cartões Cielo, já nasceu grande. Mas isso – nem de longe – é desculpa para não investir em novos projetos e ganhar ainda mais mercado. Em 2019, a empresa focou em transformação digital para aumentar a eficiência e a satisfação do cliente final. Foram três as principais ações: melhoria do app do Ourocard, implementação do atendimento pelo whatsapp com inteligência artificial e expansão da comercialização no ambiente digital. E lá para o final do ano começou a investir para ampliar a democratização dos serviços financeiros com a abertura de sua conta digital, que tem funcionalidades como TED, pagamento de contas, transferências e recargas. Até setembro deste ano, foram 250.000 cartões emitidos e 1,6 milhão de transações com a Cielo Pay, seu principal parceiro. A empresa registrou 77% em crescimento de transações no mesmo período. Com essas ações, a Cateno está de olho no Pix, sistema de pagamentos instantâneos desenvolvido pelo Banco Central que entra em vigor em novembro. “O Pix será a transformação dos pagamentos no Brasil. Sem essa plataforma, teríamos mais dificuldade de estar em aderência ao sistema”, diz Fabio Pacini, diretor de finanças da Cateno.

A grande aposta de novos serviços e produtos na empresa é o Pix, mas outras novidades podem surgir com ele, como um market place. A expectativa é que, conforme o Pix se popularizar entre os consumidores brasileiros, os bancos e as processadoras de cartões podem deixar de ganhar 97 bilhões de reais nos próximos cinco anos com tarifas de transferência. “Esse mercado está num processo de transformação profunda, intensificada com a pandemia e com o Pix, que vai viabilizar a entrada de novas empresas e gerar muita concorrência ao setor”, diz Paulo Furquim, professor e coordenador do Centro de Regulação e Democracia (CRD) da escola de negócios Insper. Ele explica que, antes, a importância estava na escala, no tamanho da rede. Agora, as empresas desse mercado vão precisar ir além dos serviços de meio de pagamentos, fornecendo toda a parte de conveniência ao consumidor. Outro ponto que deve mexer com esse mercado é a entrada no setor das Big Techs, gigantes de tecnologia como Facebook e Google, que já estão desenhando estratégias nesse sentido.

Perde-se no físico, ganha-se no digital
Com a pandemia do coronavírus, que impactou companhias no mundo todo, a Cateno viu seu faturamento e o volume de transações caírem — abril e maio foram os meses mais difíceis. Mas os investimentos em tecnologia seguiram firmes para atender ao volume de transações digitais. Além disso, a companhia olhou de perto para seu capital humano, com ações para manter o desempenho do time. Segundo Pacini, a empresa fortaleceu os canais digitais e implementou ações internas para manter a produtividade. No projeto Cateno em Casa, um comitê multidisciplinar, com áreas como marketing, finanças e recursos humanos, estabeleceu uma série de ações, como comunicados para falar sobre a doença e a situação atual, atividades físicas online e a realização de lives e festas no ambiente digital, além da disponibilização de atendimento psicológico. No que se refere à capacitação, a UniCateno, universidade corporativa interna, está focando nos cursos regulatórios, mas a empresa disponibiliza também a possibilidade de capacitação nos centros acadêmicos parceiros, como FGV, Fiap, FIA e Ibmec para os funcionários e seus familiares, com até 70% de desconto. “Não dá para falar em inovação sem falar e investir nos colaboradores”, diz Pacini.

Depois de alguns meses mais difíceis, a empresa começa a se recuperar com a abertura parcial do comércio. A previsão é fechar 2020 com apenas 7% a menos de faturamento do que no ano passado — isso sem deixar de investir em tecnologia e nas pessoas.

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